ARRE …QUE É TEIMOSO!!!
Está quase a acontecer!
Sim, estamos a cerca de 160 horas (são 11h00 nos Açores do dia 2 de março de
2016) de vêr um professor que nada de construtivo ensinou aos seu discípulos, deixar
a cátedra que tão mal utilizou para mal dos seus pecados.
Refiro-me como os
leitores já se aperceberam ao senhor professor doutor Aníbal Cavaco Silva
ex-primeiro ministro e que, dentro do espaço de tempo acima referido, ex-presidente
da república portuguesa.
Podemos considerar o Sr.
Silva um recordista nas provas que disputou e, que o leva a partir com um saldo negativo de 13% nas
sondagens de popularidade. Não conta a história democrática portuguesa um
presidente que fosse tão impopular e, já vão meia-dúzia com ele. “Tarde é o que
nunca chega”… diz o povo e, chegou!
Para nós
tão chegados ao sentimento “saudade”, temos a certeza que não a sentiremos em
relação a esse senhor. Se os portugueses, antecipadamente lhe dão uma
percentagem tão ínfima de popularidade. Aos açorianos o que havemos de dizer?
Por vezes
penso se Cavaco Silva, não encontrou na sua vida, académica, profissional ou militar,
um açoriano que lhe tivesse dado umas “calcinhas” (um leva fora)
lembro-me que quando instruendo na Escola Prática de Artilharia, o alferes
comandante do meu pelotão frequentemente “engalinhava” com os açorianos. Procurando
as razões de tal comportamento, viemos a descobrir que o mesmo tinha servido como
sargento (*) na Guiné numa companhia. onde abundavam os “corajosos” soldados
açorianos. Tudo dito.
Segundo consta,
Cavaco Silva demonstra ser um homem inseguro, senhor de uma soberba que por
vezes o leva a alterações de carácter várias vezes demonstradas em ataques
verbais, quem sabe se devido ao síndrome de Tourette?
Os açorianos nunca
foram compensados enquanto eleitores, ao dar a maioria às candidaturas do Sr.
Silva. Mesmo estando à frente do seu nariz a obsessão do senhor em “malhar no
ceguinho” com algumas das suas infelizes intervenções.
Quem não está recordado
da dramática comunicação feita aos portugueses por causa da última revisão do
Estatuto de Autonomia dos Açores que quase o levava a declaração de Estado de Sítio instaurado como uma medida provisória de
proteção do Estado só faltando
que, como Comandante Supremo das Forças Armadas, ordenasse às forças armadas
ficarem de prevenção para uma possível operação em terras “arquipelágicas” – (vade
retro satanás).
Mas não fosse o diabo tecê-las, vai daí, sua excelência
promove uma viagem de soberania a bordo de um vaso de guerra, até às Ilhas
Selvagens proclamando que ali, também é Portugal e na falta de uma pomba
branca, lança ao ar uma Gaivota.
Entretanto e
a dois passos da sua saída como Presidente da República continua Cavaco Silva a
desvalorização da chamada “autonomia” pela qual os açorianos se governam. Mas, que
não satisfeitos procuram evoluir através de uma iniciativa chamada “Revisão
Autonómica”, vem sua excelência num gesto moribundo, e titubeante defender a
manutenção de um cargo que é uma excrescência constitucional (o Representante
da República) e até quem sabe com o reforço de poderes, afirmando publicamente não ter a "mínima dúvida" de
que a extinção do cargo "seria extremamente gravosa para as regiões, para
o Governo da República e para o Estado unitário que é Portugal". Será?
É teimoso o homem…
“Bom senso é a capacidade de ver as coisas
como são e fazê-las como devem ser feitas.”
(Josh Billings)
(*) Só depois daquela comissão,
o mesmo seguiu a
carreira como oficial
Ribeira Seca RGR
2016-03-02
José Ventura
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