quarta-feira, 2 de março de 2016

ARRE …QUE É TEIMOSO!!!

Está quase a acontecer! Sim, estamos a cerca de 160 horas (são 11h00 nos Açores do dia 2 de março de 2016) de vêr um professor que nada de construtivo ensinou aos seu discípulos, deixar a cátedra que tão mal utilizou para mal dos seus pecados.
Refiro-me como os leitores já se aperceberam ao senhor professor doutor Aníbal Cavaco Silva ex-primeiro ministro e que, dentro do espaço de tempo acima referido, ex-presidente da república portuguesa.
Podemos considerar o Sr. Silva um recordista nas provas que disputou e, que o leva a partir com um saldo negativo de 13% nas sondagens de popularidade. Não conta a história democrática portuguesa um presidente que fosse tão impopular e, já vão meia-dúzia com ele. “Tarde é o que nunca chega”… diz o povo e, chegou!
Para nós tão chegados ao sentimento “saudade”, temos a certeza que não a sentiremos em relação a esse senhor. Se os portugueses, antecipadamente lhe dão uma percentagem tão ínfima de popularidade. Aos açorianos o que havemos de dizer?
Por vezes penso se Cavaco Silva, não encontrou na sua vida, académica, profissional ou militar, um açoriano que lhe tivesse dado umas “calcinhas”  (um leva fora) lembro-me que quando instruendo na Escola Prática de Artilharia, o alferes comandante do meu pelotão frequentemente “engalinhava” com os açorianos. Procurando as razões de tal comportamento, viemos a descobrir que o mesmo tinha servido como sargento (*) na Guiné numa companhia. onde abundavam os “corajosos” soldados açorianos. Tudo dito.
Segundo consta, Cavaco Silva demonstra ser um homem inseguro, senhor de uma soberba que por vezes o leva a alterações de carácter várias vezes demonstradas em ataques verbais, quem sabe se devido ao síndrome de Tourette?
Os açorianos nunca foram compensados enquanto eleitores, ao dar a maioria às candidaturas do Sr. Silva. Mesmo estando à frente do seu nariz a obsessão do senhor em “malhar no ceguinho” com algumas das suas infelizes intervenções.
Quem não está recordado da dramática comunicação feita aos portugueses por causa da última revisão do Estatuto de Autonomia dos Açores que quase o levava a declaração de Estado de Sítio instaurado como uma medida provisória de proteção do Estado só faltando que, como Comandante Supremo das Forças Armadas, ordenasse às forças armadas ficarem de prevenção para uma possível operação em terras “arquipelágicas” – (vade retro satanás).

Mas não fosse o diabo tecê-las, vai daí, sua excelência promove uma viagem de soberania a bordo de um vaso de guerra, até às Ilhas Selvagens proclamando que ali, também é Portugal e na falta de uma pomba branca, lança ao ar uma Gaivota.


Entretanto e a dois passos da sua saída como Presidente da República continua Cavaco Silva a desvalorização da chamada “autonomia” pela qual os açorianos se governam. Mas, que não satisfeitos procuram evoluir através de uma iniciativa chamada “Revisão Autonómica”, vem sua excelência num gesto moribundo, e titubeante defender a manutenção de um cargo que é uma excrescência constitucional (o Representante da República) e até quem sabe com o reforço de poderes, afirmando publicamente não ter a "mínima dúvida" de que a extinção do cargo "seria extremamente gravosa para as regiões, para o Governo da República e para o Estado unitário que é Portugal". Será?
É teimoso o homem…

“Bom senso é a capacidade de ver as coisas
                                                                         como são e fazê-las como devem ser feitas.”

                                                                                                           (Josh Billings)
(*) Só depois daquela comissão,
     o mesmo seguiu a carreira como oficial



Ribeira Seca RGR
2016-03-02


José Ventura